Inovação, Invenção e Moda

A palavra da moda é inovação. Na corrida competitiva todos querem inovar, no sentido de criar um novo produto, processo, serviço ou modelo de negócio, que tenha sucesso no mercado. Dois aspectos ressaltam nesta definição: “criar o novo” e “sucesso no mercado”. Criar o novo tem a ver com invenção. Sucesso no mercado tem a ver com moda.

Inovação é a ação ou efeito de inovar, renovar, introduzir novidade. Pode-se inovar criando algo totalmente novo – inovação disruptiva – ou transformando algo já existente – inovação incremental. Inovação disruptiva é invenção: a ação de inventar, criar ou descobrir algo novo. Mas invenção também significa mentira, invencionice. Além disso, na retórica, inventam-se argumentos para persuadir. E tem muita gente inovando nestes dois últimos sentidos por aí.

Inovação também tem a ver com moda: a tendência que define as crenças ou a maneira de se comportar e a aparência da maioria ou de determinados grupos. Sucesso no mercado se mede em número de seguidores e não necessariamente pelo resultado financeiro tão almejado. Arrebanhar adeptos não é um mantra recente de influenciadores digitais, mas prática de todos os pregadores e evangelizadores religiosos desde há séculos. A diferença é que a moda é, por natureza, passageira enquanto a religião pretende ser uma verdade eterna.

Parece que a inovação tem a marca do efêmero. Não só a moda passa, a aceleração do desenvolvimento disruptivo traz consigo o problema da obsolescência tecnológica. A adoção exponencial das novas tecnologias se acelerou, mas também é vertiginoso o seu envelhecimento por substituição. Até quem tem menos de 20 anos já deve ter usado alguma tecnologia ou aparelho que já está obsoleto. Quanto mais novo, mais rápido envelhece.